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Copa do Brasil Feminina 2026: final em ida e volta, mando no sorteio e empate decidido no saldo

Resposta rápidaA Copa do Brasil Feminina 2026 reúne 66 clubes das Séries A1, A2 e A3 em 8 fases. Até as oitavas, cada confronto tem jogo único; das quartas à final, ida e volta. O mando sai por sorteio público. Empate em pontos é decidido pelo saldo de gols e depois pelos pênaltis, sem prorrogação. Flamengo e Inter fazem a final em 11 e 15 de novembro, e o campeão vai à Supercopa de 2027.
Neste artigoA final de 2026 em um quadroQuem disputa e por que são 66 clubesAs 8 fases, uma por umaMando de campo: tudo no sorteioEmpate: saldo e pênaltis, sem prorrogaçãoOnde a final pode ser jogadaCartões e suspensõesInscrição de jogadorasDinheiro: o que o regulamento paga e o que não pagaO prêmio que vem depois: a SupercopaQuem já ganhouResumo para o torcedorPerguntas frequentesFontes

A final de 2026 em um quadro

Flamengo e Inter decidem a Copa do Brasil Feminina de 2026. Antes de entrar nas regras, o essencial da decisão, com dados de 8/11/2026:

ItemComo está
FinalistasFlamengo e Internacional
JogosIda e volta
Datas na tabela básicaQuarta, 11/11 (ida), e domingo, 15/11 (volta)
MandoSorteio na CBF, segunda, 9/11, às 12h
Quem manda a voltaO primeiro clube sorteado
Empate em pontosSaldo de gols; depois, pênaltis
ProrrogaçãoNão existe
EstádioEscolhido pela CBF, com no mínimo 10 mil lugares sentados
O que o campeão ganhaTroféu, 50 medalhas e vaga na Supercopa de 2027

Horários, estádios e transmissão ainda não tinham sido divulgados até a tarde de 8/11. As datas da tabela podem mudar por decisão da CBF, como prevê o art. 43 do regulamento.

Quem disputa e por que são 66 clubes

A Copa do Brasil Feminina não tem convite. A vaga vem da divisão do Brasileiro Feminino que o clube joga no mesmo ano.

O art. 2º do regulamento da CBF fixa três critérios:

  • 18 vagas para os clubes da Série A1 de 2026;
  • 16 vagas para os da Série A2;
  • 32 vagas para os da Série A3.

Somados, são 66 clubes. Quem desiste ou não confirma participação não é substituído: o adversário avança direto.

Essa lógica explica por que times como Coritiba, Remo e Sampaio Corrêa aparecem na lista da competição. Todos estavam na A3 de 2026, de acordo com o anexo do regulamento.

As 8 fases, uma por uma

Quem começa mais cedo joga mais. A Série A3 estreia antes, e as equipes da elite só entram na terceira fase, o mesmo princípio da Copa do Brasil masculina, explicado no guia das nove fases do torneio dos homens.

FaseClubesFormatoData-base na tabela
Preliminar4 (os últimos do ranking da A3)Jogo único22/4
1ª fase32Jogo único29/4
2ª fase32Jogo único13/5
3ª fase32Jogo único27/5
4ª fase (oitavas)16Jogo único22/7
5ª fase (quartas)8Ida e volta5/8 e 19/8
6ª fase (semifinal)4Ida e volta4/11 e 8/11
7ª fase (final)2Ida e volta11/11 e 15/11

As datas são as de referência da tabela básica atualizada em 20/3/2026. Na prática, jogos podem ser deslocados de um dia para outro. A semifinal entre Flamengo e Bahia, por exemplo, teve a volta no sábado, 7/11.

Como entram os times de cada série?

  • 1ª fase: 28 clubes da A3, os 2 vencedores da fase preliminar e os 2 últimos do ranking da A2;
  • 2ª fase: os 16 classificados, mais 14 clubes da A2 e os 2 últimos do ranking da A1;
  • 3ª fase: os 16 classificados e os outros 16 clubes da A1.

O ranking usado é o Ranking Nacional de Clubes do futebol feminino de 2026 (RNC/FF), adaptado a cada série.

Mando de campo: tudo no sorteio

Aqui está uma das maiores diferenças em relação a outros torneios. Na Copa do Brasil Feminina, a campanha anterior não dá direito a decidir em casa.

Em todas as fases, os confrontos e o mando são definidos por sorteio público feito pela Diretoria de Competições da CBF. Dentro de cada fase, qualquer clube pode cruzar com qualquer outro.

Para a final de 2026, a regra anunciada pela CBF em 4/11 é simples: os dois finalistas vão para um pote único, e o primeiro sorteado faz o jogo de volta em casa.

Vale a pena decidir em casa? Não existe vantagem regulamentar, porque não há gol fora. O ganho é de torcida e de logística na partida que fecha o confronto.

Empate: saldo e pênaltis, sem prorrogação

O art. 13 do regulamento é curto. Cada fase começa com zero ponto, e avança quem somar mais pontos no confronto.

Se os pontos empatarem, valem nesta ordem:

1. maior saldo de gols, quando o confronto tem ida e volta; 2. cobrança de pênaltis, iniciada até 10 minutos depois do fim da partida de volta ou da partida única.

Não há gol fora de casa nem prorrogação.

Exemplo real: Inter x Bragantino

A semifinal deste domingo (8/11) mostra a regra funcionando:

JogoPlacar
Ida, no Beira-RioInter 3 x 1 Bragantino
Volta, em Bragança PaulistaBragantino 2 x 0 Inter
Pontos3 a 3
Saldo no confronto0 a 0 (3 a 3 no agregado)
PênaltisInter 5 x 4

Cada time venceu um jogo, e o saldo ficou zerado. Foi direto para os pênaltis, e o Inter converteu as cinco cobranças. O relato da partida está na notícia da classificação colorada.

E se a final terminar com uma vitória por 2 a 0 de cada lado? Mesma coisa: pontos iguais, saldo zerado, pênaltis.

Onde a final pode ser jogada

O art. 23 diz que a escolha do estádio na final pertence à CBF. O clube mandante não decide sozinho.

O art. 31 exige, a partir das quartas de final:

  • pelo menos 10 mil espectadores sentados;
  • iluminação adequada para jogo noturno e transmissão;
  • portões abertos: as fases 5, 6 e 7 não podem ser disputadas sem público.

Se a capacidade liberada pelos órgãos públicos for menor que o mínimo, o estádio não pode ser usado. Vai ao estádio? Antes de comprar, veja quem tem direito ao benefício no guia da meia-entrada no futebol.

Cartões e suspensões

Ao fim da 4ª fase, os cartões amarelos acumulados são zerados (art. 22). A limpeza não vale para o cartão vermelho nem para o terceiro amarelo que já gerou suspensão: essa punição continua valendo.

O regulamento também permite o uso do VAR, quando o estádio tiver estrutura (art. 42). Falha ou ausência da tecnologia não anula a partida. Para saber quais lances podem ser revistos, veja o guia do VAR.

Inscrição de jogadoras

Erro comum do torcedor: achar que uma jogadora contratada em setembro pode atuar na final. Não pode, porque a inscrição já estava fechada.

Pelo art. 6º:

  • o prazo de inscrição terminou em 4/8/2026, véspera do início das quartas;
  • cada clube pode inscrever até 50 atletas;
  • a jogadora só atua depois de ter o nome publicado no BID da CBF.

O art. 8º proíbe a mesma atleta de defender dois clubes na competição.

Dinheiro: o que o regulamento paga e o que não paga

O regulamento de 2026 não traz tabela de premiação em dinheiro por fase. O que ele garante (art. 29) é ajuda de custo para os visitantes:

  • transporte terrestre para delegações de até 30 pessoas, em viagens de 200 a 700 km;
  • passagem aérea para delegações de até 30 pessoas, acima de 700 km;
  • hospedagem e alimentação para até 30 pessoas;
  • despesas de arbitragem, VAR e antidoping.

A renda líquida de cada jogo fica com o mandante (art. 26).

O prêmio que vem depois: a Supercopa

O campeão garante vaga na Supercopa Feminina de 2027 (art. 5º). É um jogo único contra o campeão do Brasileiro Feminino A1 de 2026.

E se o mesmo clube ganhar as duas competições? Aí a Supercopa reúne o campeão e o vice do Brasileiro A1.

A Supercopa paga em dinheiro. Na edição de 2026, disputada em 7 de fevereiro, em Barueri, o Palmeiras venceu o Corinthians nos pênaltis e recebeu R$ 1 milhão; o vice ficou com R$ 600 mil, segundo a CBF. Os valores de 2027 ainda não foram anunciados.

Quem já ganhou

A edição de 2025 foi do Palmeiras, que fez a final contra a Ferroviária e venceu por 4 a 2, em 20 de novembro de 2025, no Estádio da Fonte Luminosa, em Araraquara. Era um título inédito para o clube, segundo a CBF.

Em 2026, a taça terá dono inédito de novo: os dois finalistas buscam o primeiro título da competição. O Flamengo chega à primeira final, como contamos na cobertura da classificação do Flamengo.

Resumo para o torcedor

  • Final em ida e volta, em 11 e 15 de novembro, conforme a tabela básica.
  • Mando definido no sorteio de 9/11; o primeiro sorteado decide em casa.
  • Sem gol fora e sem prorrogação: saldo e, depois, pênaltis.
  • Estádio com pelo menos 10 mil lugares, escolhido pela CBF.
  • Campeão vai à Supercopa de 2027.

Este guia usa o regulamento publicado pela CBF em 20 de março de 2026 e informações disponíveis até 8 de novembro de 2026. Horários, estádios e transmissão da final serão atualizados pela CBF.

Perguntas frequentes

Quantos times disputam a Copa do Brasil Feminina 2026?

São 66 clubes: 18 da Série A1, 16 da A2 e 32 da A3 do Brasileiro Feminino de 2026, segundo o art. 2º do regulamento.

Tem gol fora de casa na Copa do Brasil Feminina?

Não. Nos confrontos de ida e volta, empate em pontos é decidido pelo saldo de gols; persistindo a igualdade, vai para os pênaltis.

Tem prorrogação na final da Copa do Brasil Feminina?

Não. O regulamento prevê saldo de gols e, em seguida, cobrança de pênaltis, iniciada até 10 minutos depois do fim do jogo de volta.

Como é definido o mando da final?

Por sorteio público da CBF. Em 2026, ele foi marcado para 9/11, às 12h, com os dois clubes num pote único; o primeiro sorteado manda o jogo de volta.

O campeão ganha vaga em quê?

Na Supercopa Feminina de 2027, em jogo único contra o campeão do Brasileiro Feminino A1 de 2026 (art. 5º).

Quem ganhou a Copa do Brasil Feminina 2025?

O Palmeiras, que venceu a Ferroviária por 4 a 2 na final, em Araraquara, em 20 de novembro de 2025.

Fontes

Redação Torcedor Ligado. Atualizado em 8 de novembro de 2026. Informações conferidas nas fontes oficiais listadas no texto; se algo mudar, a página é atualizada.

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