Torcedor: clubes pedem no STF transição para o fim das bets, e a MP de 25/9 segue valendo
Neste artigo
O que aconteceu no STFPor que isso interessa ao torcedorO que os clubes disseramO que disse o governoE agora?Perguntas frequentesFontesO que aconteceu no STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) fez na terça-feira, 3 de novembro de 2026, uma audiência pública sobre a Medida Provisória 1.394/2026. A MP proibiu as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, e prevê o fim das autorizações das empresas do setor.
A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux dentro da ADI 8027, ação da Associação Nacional de Jogos e Loterias que questiona a validade da MP. Há outras três ações contra a medida no tribunal: as ADIs 8024, 8028 e 8035.
Por que isso interessa ao torcedor
Desde que as apostas foram regulamentadas, no fim de 2023, várias dessas empresas passaram a patrocinar clubes brasileiros, segundo o ge. Com a MP de 25 de setembro, os clubes tiveram de abrir mão desses contratos.
É esse dinheiro que está em discussão. Ele aparece na camisa, nas placas do estádio e no orçamento do futebol.
O que os clubes disseram
Os representantes dos clubes não negaram os problemas apontados pelo governo, segundo o ge. A queixa principal foi a forma e o prazo da MP. Os argumentos apresentados:
- Prazo curto: o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, comparou o Brasil a países europeus que deram meses ou anos de transição para a publicidade e disse que aqui foram 10 dias. O representante do Grêmio, Eduardo Schumacher, também criticou o prazo, segundo o STF.
- Contratos e empregos: os clubes disseram que a MP afeta a segurança jurídica de contratos já assinados e o investimento em base, futebol feminino e esportes olímpicos.
- Mercado ilegal: Portuguesa e Botafogo questionaram se a proibição vai conter as apostas ou empurrá-las para sites clandestinos.
- Pedido concreto: o Vitória pediu a suspensão da MP e um período de transição; a Ponte Preta, a revisão da MP ou uma transição, segundo o STF.
O que disse o governo
Do outro lado, representantes do governo defenderam a validade da MP, segundo o STF e o ge:
- o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tratou a proibição como medida de saúde pública;
- pela Fazenda, o subsecretário de Política Fiscal, Rodrigo Toneto, disse que a regulamentação não bastou para conter os danos econômicos e sociais;
- a Secretaria Nacional de Segurança Pública associou as plataformas ao crime organizado e à lavagem de dinheiro;
- o advogado-geral da União, Jorge Messias, falou em prejuízo às famílias, segundo o ge.
Fux disse que, se tiver de decidir, o Supremo deve agir com racionalidade e prudência. Ele repetiu o entendimento de que não existe direito fundamental à exploração de jogos de azar, segundo o STF.
E agora?
Não há data para o julgamento. Em despacho de 26 de outubro, Fux não suspendeu a MP e manteve a proibição válida enquanto o pedido da associação das empresas é analisado, segundo a Folha, reproduzida pelo Bahia Notícias.
Para o torcedor, isso significa que os clubes seguem sem esse tipo de patrocínio na reta final do Brasileirão. O site acompanha as ações e publica a decisão quando ela sair.
Perguntas frequentes
O que diz a MP 1.394/2026?
Proíbe a exploração de apostas de quota fixa, as bets, e prevê o fim das autorizações das empresas do setor, segundo o STF. Foi publicada em 25 de setembro de 2026.
O que os clubes pediram no STF?
A suspensão dos efeitos da MP ou um período de transição. Eles criticaram o prazo de 10 dias para retirar os patrocínios e falaram em perda de receita.
O que disse o governo?
Representantes dos ministérios da Saúde, da Fazenda e da Justiça e a AGU defenderam a proibição, citando endividamento das famílias, ludopatia e ligação com crime organizado.
Quando o STF decide?
Não há data. A audiência faz parte da ADI 8027, uma das quatro ações contra a MP (ADIs 8024, 8027, 8028 e 8035). Até nova decisão, a MP vale.
Quais clubes foram à audiência?
Entre os convidados estavam Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa, além da CBF. O Grêmio também falou.
Fontes
- STF - Proibição das bets: autoridades e especialistas discutem riscos à saúde e avanço do mercado ilegal
- STF - STF realizará audiência pública sobre MP que trata de apostas esportivas
- Bahia Notícias/Folha - Fux mantém proibição de bets e convoca audiência com governo, setor de apostas e times de futebol
- ge - Clubes pedem volta das bets enquanto governo federal defende validade de medida provisória
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