Torcedor de Atlético, Cruzeiro e América: TCE-MG suspende patrocínio estatal de R$ 32 milhões
Neste artigo
O dinheiro de 2027 ficou travadoQuanto cada clube receberiaPor que o governo queria patrocinarO que o tribunal apontouO que acontece agoraO que muda para o torcedorPerguntas frequentesFontesO dinheiro de 2027 ficou travado
Os três clubes de Belo Horizonte não podem contar, por enquanto, com o patrocínio das estatais mineiras para 2027. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) suspendeu os contratos em decisão cautelar.
Quem assinou a medida foi o conselheiro em exercício Licurgo Mourão, em 3 de novembro de 2026. A nota oficial do tribunal saiu em 4 de novembro.
Quanto cada clube receberia
O pacote foi anunciado pelo governo de Minas em 29 de setembro. A divisão era esta:
| Clube | Valor previsto para 2027 |
|---|---|
| Atlético | R$ 15 milhões |
| Cruzeiro | R$ 15 milhões |
| América | R$ 2 milhões |
| Total | R$ 32 milhões |
Pelo texto da Agência Minas, a Cemig e a Codemig dividiriam o valor em partes iguais. O documento assinado em setembro era um protocolo de intenções, e os contratos seriam firmados depois. Em troca, os clubes teriam de investir em futebol feminino, esportes olímpicos, categorias de base e ações sociais, como o acesso de alunos da rede estadual a jogos.
A decisão do TCE-MG alcança Cemig, Codemig, Codemge e Invest Minas, segundo o SBT News e a Máquina do Esporte.
Por que o governo queria patrocinar
O objetivo declarado era compensar parte da receita que os clubes perderiam com a proibição do patrocínio de casas de apostas, prevista na Medida Provisória 1.394/2026. A Agência Minas informou que o valor equivale a cerca de um terço do que as empresas de apostas pagavam aos clubes.
O que o tribunal apontou
Segundo a nota do TCE-MG, faltaram:
- estudos técnicos que mostrem o retorno institucional para as estatais;
- critérios objetivos para chegar aos valores;
- análise de viabilidade, de exposição de marca e da escolha desses clubes.
O tribunal também viu indícios de que os valores levaram em conta a necessidade dos clubes, e não o interesse comercial das empresas. A nota cita ainda os limites de gastos com publicidade e patrocínio em ano eleitoral.
O pedido partiu do senador e governador eleito Cleitinho Azevedo, autor da Representação 1.220.989. Segundo o SBT News, a representação foi apresentada em 20 de outubro.
O que acontece agora
A cautelar já está valendo. Na prática:
- as estatais não podem assinar novos contratos com os clubes;
- se algum contrato já tiver sido firmado, os pagamentos ficam suspensos.
Segundo o SBT News, os presidentes das empresas têm 48 horas para comprovar que cumpriram a ordem, sob multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 18 mil.
A decisão vai a referendo na próxima sessão da Primeira Câmara do TCE-MG, prevista pela nota para a semana seguinte. Depois disso, o tribunal ainda julga o mérito da representação. Ou seja, não há decisão final de que houve irregularidade.
O governo de Minas disse ao SBT News que não comenta ações judiciais e que vai se manifestar no processo. Até a publicação desta reportagem, os veículos consultados não registraram manifestação de Atlético, Cruzeiro ou América.
O que muda para o torcedor
Para quem acompanha o planejamento dos clubes, a conta de 2027 fica em aberto. Os R$ 32 milhões não entram enquanto a suspensão valer. O próximo passo a acompanhar é o referendo da Primeira Câmara.
Para entender o que está em jogo na reta final do Brasileirão, inclusive as vagas continentais, veja o guia Vagas na Libertadores 2027.
Informações conferidas em 4 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
Quem suspendeu o patrocínio?
O conselheiro em exercício Licurgo Mourão, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, em decisão cautelar assinada em 3 de novembro de 2026.
Quanto cada clube receberia?
Pelo anúncio do governo de Minas de 29 de setembro, R$ 15 milhões para o Atlético, R$ 15 milhões para o Cruzeiro e R$ 2 milhões para o América, em 2027.
A decisão é definitiva?
Não. É uma medida cautelar, que vai a referendo na Primeira Câmara do TCE-MG. O tribunal ainda vai analisar o mérito da representação.
Por que o governo queria patrocinar os clubes?
Para compensar parte da receita que os clubes perderiam com a proibição do patrocínio de casas de apostas, prevista na Medida Provisória 1.394/2026.
Quem pediu a suspensão?
O senador e governador eleito Cleitinho Azevedo, autor da Representação 1.220.989.
Fontes
- TCE-MG - Nota à imprensa: suspensão de contratos de patrocínio esportivo
- Agência Minas - Empresas do Governo de Minas, Cemig e Codemig firmam acordo com clubes de futebol de BH para patrocínio de R$ 32 milhões
- SBT News - TCE suspende patrocínio de R$ 32 mi a times de futebol de MG
- Máquina do Esporte - TCE-MG suspende patrocínio de R$ 32 milhões de estatais a Cruzeiro e Atlético-MG
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