Torcedor: Brasil assinou em 30/10 o tratado contra jogo manipulado, mas falta o aval do Congresso
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A assinaturaO que a convenção prevêPor que isso importaO que ainda faltaPerguntas frequentesFontesA assinatura
O Brasil assinou na sexta-feira, 30 de outubro, a Convenção de Macolin, o principal tratado internacional contra a manipulação de competições esportivas. A cerimônia foi na sede do Conselho da Europa, em Estrasburgo, na França, segundo a Rádio Gov, emissora pública do governo federal.
Quem assinou foi o embaixador do Brasil na França, Ricardo Neiva Tavares, segundo o Lei em Campo e o ABC Mais. O processo foi coordenado por quatro ministérios: Esporte, Fazenda, Justiça e Relações Exteriores. O pedido de adesão tinha sido feito em 2025.
Segundo a Rádio Gov, o Brasil é o primeiro país das Américas a assinar. Até setembro de 2026, a convenção tinha 43 países signatários, dos quais 17 já a tinham ratificado. O tratado está em vigor desde setembro de 2019.
O que a convenção prevê
Na prática, o que muda para quem acompanha o futebol? O tratado cria canais de cooperação para prevenir, detectar e punir a armação de resultados. Segundo a Rádio Gov e o Lei em Campo, os pontos centrais são:
- troca de informações entre países, para que um alerta levantado em um lugar chegue rápido a outro;
- monitoramento de apostas suspeitas, com participação de governos, entidades esportivas, organizadores de competições e operadores;
- plataforma nacional, que cada país precisa criar para centralizar informações sobre possíveis irregularidades;
- rede internacional, com o chamado Grupo de Copenhague, que liga as plataformas nacionais dos países do tratado.
Por que isso importa
A manipulação já é crime no Brasil pela Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023), lembra o Lei em Campo. O problema, segundo Pedro Trengrouse, ouvido pelo veículo, é o alcance: a lei brasileira não passa da fronteira, e a manipulação passa.
O tratado tenta resolver justamente isso. Segundo o ABC Mais, ele permite alertas internacionais rápidos para desmontar redes que aliciam atletas e dá a órgãos brasileiros acesso a redes integradas que monitoram apostas suspeitas pelo mundo.
Em março de 2026, o governo já tinha criado a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos, coordenada pelo Ministério do Esporte, segundo a Rádio Gov.
O que ainda falta
A assinatura é só o primeiro passo. Até a convenção valer no país, faltam:
1. Aprovação do Congresso Nacional, que vai analisar o texto; 2. Ratificação pelo Poder Executivo, depois do aval dos parlamentares.
Não há prazo definido para essas etapas. Depois, o país terá de criar a plataforma nacional de integridade, exigida pelo tratado.
O tema corre em paralelo à discussão sobre a medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa, publicada em 25 de setembro. O Lei em Campo registra que a MP ainda depende de aprovação da Câmara e do Senado. O debate no STF está em clubes pedem no STF transição para o fim das bets.
Informações conferidas em 5 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
Quando o Brasil assinou a Convenção de Macolin?
Na sexta-feira, 30 de outubro de 2026, na sede do Conselho da Europa, em Estrasburgo, na França, segundo a Rádio Gov.
Quem assinou pelo Brasil?
O embaixador do Brasil na França, Ricardo Neiva Tavares, segundo o Lei em Campo e o ABC Mais.
O tratado já vale no Brasil?
Ainda não. Depois da assinatura, o texto vai para análise e aprovação do Congresso Nacional. Só depois vem a ratificação.
O que a convenção prevê?
Cooperação entre governos, entidades esportivas, organizadores e operadores de apostas, troca de informações entre países, monitoramento de apostas suspeitas e uma plataforma nacional para concentrar alertas.
Manipular resultado já é crime no Brasil?
Sim. A Lei Geral do Esporte, de 2023, já trata a manipulação como crime, segundo o Lei em Campo. O tratado amplia a cooperação para fora do país.
Quantos países fazem parte?
Até setembro de 2026, eram 43 signatários e 17 ratificações, segundo a Rádio Gov. O Lei em Campo e o ABC Mais falam em cerca de 50 signatários. A convenção está em vigor desde setembro de 2019.
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